Cirurgia de Catarata

  • Cirurgia de Catarata

    A catarata é uma opacidade progressiva do cristalino (nossa lente natural), que reduz a visão por impedir a entrada de luz para o interior do olho, com conseqüente diminuição gradual da visão. A cirurgia emprega o UTRASSOM (facoemulsificador), podendo ser auxiliado ou não pelo LASER FENTOSEGUNDO, o qual facilita a aspiração do cristalino opaco e, ao final do procedimento, é colocada uma lente intra-ocular para substituir a lente natural.

    O paciente poderá escolher o tipo e modelo da lente a ser implantada: monofocais ou multifocais. A lente multifocal permite correção tanto para longe como para perto, oferecendo alto grau de satisfação aos pacientes, sendo este um dos procedimentos oftalmológicos mais seguros e mais bem sucedidos em todo o mundo.

    LENTES M-FLEX E M-FLEX T
    Há pouco mais de três anos agregamos as lentes M-Flex e M-Flex-T à nossa rotina cirúrgica. Sem dúvida, é um diferencial a ser oferecido aos nossos clientes. Estas lentes têm tido grande aceitação e sido motivo de indicação do nosso serviço, o que vem expandindo a clientela e aumentando a nossa casuística cirúrgica. Os resultados pós-operatórios não diferem do que vem sendo apresentado nos congressos da ESCRS e em diversas revistas europeias. Aqui coloco minha evidência clínica sem desprezar o academicismo.

    Aos colegas que ainda não se aventuraram na utilização das lentes denominadas Premium, afirmo que há uma grande aceitação por parte da maioria dos pacientes que tem suas expectativas atendidas com os resultados pós-operatórios. Dedicamos um momento da consulta para esclarecer, detalhadamente o mecanismo de atuação dessas lentes. Porém, um pequeno percentual dos pacientes, aqueles mais ansiosos e poli queixosos, requerem um maior dispêndio de tempo para explicações tanto no pré como no pós-operatório.

    Nossos pacientes recebem, no pré-operatório, tanto verbalmente como por escrito, orientações sobre as características da lente, resultado visual, e esclarecimento quanto a eventual necessidade de uma complementação com óculos para determinadas atividades laborativa; que o efeito da multifocalidade será mais eficaz após a cirurgia do segundo olho; que o surgimento de halos é comum, mas que estes deixarão de ser percebidos em pouco tempo, etc. A visualização de halos é o sintoma mais frequente no pós-operatório imediato, especialmente à noite, pelo aumento da área pupilar. Portanto é fundamental que o paciente seja orientado quanto a este fenômeno na sua consulta pré-cirúrgica.

    Para aqueles que permanecem com o sintoma após o primeiro mês, sugerimos a realização de capsulotomia a laser, pois observamos que pequenas opacidades podem causar as maiores queixas. Caso o sintoma persista, lentes com filtro podem ser colocadas sobre ou nos óculos (“clip on”) – filtro amarelo ou azul ou outro que dê conforto ao paciente.

    PRINCÍPIOS E INDICAÇÕES
    A cirurgia de remoção da catarata (FACECTOMIA) é realizada com vistas à recuperação total ou parcial da visão do olho afetado. A extensão da recuperação visual vai depender da existência ou não de doenças ou alterações de outras estruturas oculares associadas à catarata (doenças da córnea, doenças da retina e do nervo óptico, principalmente) e, igualmente, da magnitude dos riscos e complicações que podem ocorrer durante e após a cirurgia.

    Afirmo estar plenamente consciente de que a cirurgia visa, com a remoção da catarata, a melhorar a minha visão, mas que o resultado esperado pode não ser alcançado devido à existência de outras alterações oculares associadas à catarata (da córnea, da retina ou do nervo óptico) e igualmente à possibilidade da ocorrência de complicações ligadas ao próprio ato cirúrgico.

    RISCOS E COMPLICAÇÕES
    A cirurgia a ser realizada, em face de possibilidade da ocorrência de riscos e complicações, não permite ao cirurgião e sua equipe assegurar-me garantia expressa ou implícita de recuperação visual e que não está afastada a necessidade da continuação do tratamento clínico complementar.

    Além dos riscos possíveis associados a qualquer procedimento médico, clínico ou cirúrgico, tais como infecção, parada cárdio-respiratória, reação alérgica etc., eu também fui esclarecido(a) sobre possíveis complicações associadas especificamente à cirurgia ocular indicada no meu caso: CIRURGIA DE CATARATA, incluindo, entre outras: astigmatismo irregular, necessitando uso posterior de óculos, lentes de contato ou até cirurgia complementar, por permanência de grau residual que implique no uso de correção, opacidade da cápsula posterior, perda de visão, infecção, atrofia ou perda do olho. Foi-me explicado e esclarecido que a cirurgia da catarata (FACECTOMIA) necessita da abertura do globo ocular e isso expõe o olho a riscos de hemorragias e infecções.

    O trauma cirúrgico, mesmo sem intercorrências, pode precipitar, em olhos predispostos, complicações retinianas (edema, hemorragias e descolamento de retina), ou corneanas (lesões endoteliais, edemas) e processos inflamatórios (uveítes). A implantação da lente intraocular, procedimento padrão, pode não ser possível ou aconselhável, sempre que isso possa concorrer para aumentar as chances de complicações que venham a comprometer o olho e diminuir a possibilidade de recuperação da visão. Compreendi também a possibilidade da ocorrência de complicações, especialmente em longo prazo, ainda não conhecidas pelos oftalmologistas, e que poderiam influenciar o resultado da cirurgia.

    Atenção aos pacientes de lente MULTIFOCAL e/ou lente TÓRICA;
    • No pós-operatório poderão ser visualizados halos de forma temporária.
    • O efeito de multifocalidade com visão perto e longe só é obtido após a cirurgia do segundo olho.
    • Poderá ser necessário o reposicionamento da lente tórica segundo o eixo previamente estabelecido.

    INSTRUÇÕES PÓS–CIRÚRGICAS
    O paciente deverá sempre seguir, rigorosamente, as orientações de seu médico.
    Evitar, até sua liberação:

    a) Banhos de piscina/mar, sauna, banho turco, etc.
    b) Esportes que podem ocasionar traumatismos no olho operado.
    c) Esforços físicos intensos, tais como corridas, levantamento de peso, etc.
    d) Evitar abaixar a cabeça.
    e) Não carregar objetos pesados.
    f) Não deitar sobre o olho operado.
    g) Em caso de tosse persistente, avisar o médico cirurgião.
    h) Não usar colírio não prescrito pelo médico cirurgião.
    I) Evitar qualquer excesso em qualquer atividade.
    j) Manter repouso relativo até que seja concedida alta definitiva pelo médico operador.
    k) Evitar qualquer outra atividade física aqui não prevista e que, naturalmente, através de sua ação possa ocasionar dano ou prejudicar o normal restabelecimento.
    l) Atenção na condução de veículos e/ ou máquinas.